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BOLSAS FEMININAS. A SUSTENTABILIDADE GANHA FORÇA NOS NOVOS MATERIAIS

Bolsas femininas correspondem aquele segmento de mercado que a indústria jamais deixará de atender e produzir, pois fecharão os supermercados, as farmácias e os hospitais antes de fecharem os pontos de venda de bolsas femininas.

 Exageros à parte, bolsas femininas são um mercado certo, cada vez mais crescente e que não para de evoluir, assim como o mercado de cosméticos e produtos de beleza, sobretudo, para mulheres, e isto se explica porque estão fortemente conectados com a vaidade feminina.

 Não sejamos pejorativos e não vamos fazer juízo de valor, mas a verdade é que as bolsas femininas sempre estarão como uma das prioridades de consumo das mulheres, em qualquer lugar do mundo, pela simples razão de que tem sido assim através de todos os tempos, desde que o mundo é mundo.

 O mercado de bolsas femininas evolui como a sociedade e se adapta a ela na perspectiva de ampliar o interesse por produtos cada vez mais inovadores e diferenciados, resultado da concorrência, que força a criatividade de designers e criadores de soluções específicas para este segmento.

 A sustentabilidade vem assumindo um papel determinante neste novo cenário, pois quanto mais as pessoas tomam consciência da importância da harmonia com o meio ambiente, mais valor é dado para produtos e soluções sustentáveis, como diferencial de respeito ambiental e inteligência.

BOLSAS FEMININAS E SEUS NOVOS MATERIAIS

Bolsas femininas são instrumentos práticos do cotidiano, pelo menos assim foram concebidos, tal qual os prendedores de cabelo ou as próprias roupas, mas como pessoas são seres diferentes e cada um possui sua percepção própria de estilo e preferência, foram surgindo variações diversas de um mesmo produto e é por isto que os armários estão abarrotados, as sapateiras também e os cabides de bolsas e acessórios parecem árvores natalinas, desaparecidos em meio a tantas peças.

Bolsas femininas também estão nesta nova onda de sustentabilidade e novos materiais chegam às confecções não apenas com a garantia de qualidade, versatilidade e beleza, mas com a marca de produto ecoamigável, que demonstra o apelo de cuidado com o meio ambiente e sua integridade e respeito.

São os chamados biomateriais que vêm ganhando espaço diferenciado junto a consumidores cada vez mais esclarecidos e exigentes.

É mais que um princípio ético apenas, embora esta seja a causa principal, mas vai além, pois se constitui numa verdadeira estratégia de marketing, pois é altamente engajador demonstrar que além de beleza, estilo e funcionalidade, o seu produto carrega a marca de amigo da natureza e protetor ético dos princípios ambientais.

Nos tempos modernos, são poucos os apelos de marketing tão poderosos e abrangentes como o da sustentabilidade.

As novas tecnologias, os recursos que hoje estão disponíveis, permitem pesquisas e desenvolvimento de soluções antes impensadas e a indústria não perde tempo, entendendo esta nova vertente de mercado como uma oportunidade ímpar de desenvolvimento consistente e permanente.

Bolsas femininas são parte deste segmento, pela característica de seus materiais tradicionalmente utilizados através da história.

Imaginar que o couro natural seja extraído da pele de outro ser vivo e que a mulher ostente este material na forma de instrumento de moda e status, tem ficado cada vez mais desagradável.

Os velhos e cafonas casacos de pele, que durante séculos eram motivo de ostentação, eram resultado da morte de diversos seres indefesos, para que sua pele fosse extraída e passasse a alimentar a vaidade das madames ricas e opulentas da sociedade.

Experimente aparecer com um casaco de pele natural em alguns dos principais ambientes do mundo e veja o que acontece com você…

Se tiver sorte, você simplesmente apanha e não entra, é barrado na porta, talvez consiga voltar para casa apenas com algumas escoriações, mas corre o risco de ser ofendida, agredida, escorraçada do lugar e da rua, isto se alguém não pichar seu lindo casaco com um spray de tinta que nunca mais sairá e inutilizará a peça.

Sabemos que não há exagero nestes exemplos, o próprio Youtube está repleto de vídeos destas ocorrências para quem quiser ver e a tendência é disto aumentar cada vez mais.

Bolsas femininas também caminham na direção da sustentabilidade, substituindo materiais como o couro, por exemplo, por suas versões tecnológicas industriais, mais modernas, de melhor utilização, mais duráveis, mais baratas, mais resistentes e sustentáveis, sem necessitar exterminar com vidas em escala para abastecer a indústria das bolsas femininas.

AS NOVAS DESCOBERTAS INDUSTRIAIS

A indústria trouxe soluções de utilização e descarte que possuem impacto mínimo no ambiente, não apenas pelos tipos de materiais, mas pelos processos de produção, muito mais integrados ambientalmente, fazendo uso de energias, sistemas, insumos e processos renováveis.

O setor têxtil, diretamente ligado à produção de bolsas femininas, está repleto destas soluções inovadoras, que chegam para dar qualidade aos produtos e orgulho para quem os utiliza.

Uma grande esfera de cientistas e desenvolvedores de novos produtos mantém atenção constante às novas possibilidades e este segmento industrial não para de crescer e lançar novas soluções.

Biodegradáveis e recicláveis ganham força, enquanto o couro, as peles e materiais de origem animal perdem espaço.

O mais relevante, é que o Brasil avança poderosamente neste segmento sustentável, ao menos para o setor industrial, não que o País seja um primor de cuidado e evolução ambiental, é apenas uma oportunidade de negócio que se abre e que criou o interesse de segmentos industriais importantes, que investem pesado em desenvolvimento e o segmento de bolsas femininas é dos que está se apropriando destas oportunidades e oferecendo soluções inovadoras e sustentáveis aos seus consumidores.

O principal, é que este é um caminho sem volta.

A Rhodia, em parceria com AmniBrasil, deu um salto importante, quando lançou a Poliamida Biodegradável, um sintético que, ao contrário dos anteriores, simplesmente se biodegrada como um produto biológico e natural.

Conhecida como Amni Soul Eco®, ela é a primeira poliamida biodegradável do mundo, se decompondo completamente num prazo de até 3 anos, se descartada corretamente.

Muitos biquinis e bolsas femininas já trazem esta tecnologia em sua composição, além de outros produtos que, cada vez mais, incorporam este diferencial de sustentabilidade.

A Rhodia também se juntou a outro parceiro, a ITM, para desenvolver outro fio especial sustentável, que também está entrando com força na produção de bolsas femininas, o nome é Tanguá Eco Fio e já está na composição de muitas bolsas femininas, especialmente no Brasil, sendo considerado um tecido de alta performance, resistente acima da média e plenamente biodegradável.

A biotecnologia é um universo fértil para as mentes criativas e os brasileiros vêm se destacando nisto.

A Biotecam, startup carioca, está trabalhando na produção do biotecido Texticel, que surge a partir da utilização de bactérias.

Difícil de entender?

Acompanhe!

Pense no bicho da seda, agora reduza este animalzinho ao tamanho de bactérias, divida estas bactérias em grupos específicos, ofereça o alimento correto, na dose desejada, crie as condições ambientais perfeitas e estas bactérias irão tecer um material altamente resistente, durável e completamente biodegradável, com todas as características do couro bovino natural.

É sensacional!

O primeiro desenvolvimento do Texticel estava associado à utilização em processos de regeneração de queimados, transplantados, substituição de partes de tecidos e pele humana na medicina, mas a possibilidade de adaptação foi natural e a inovação está ganhando o mundo da moda, principalmente, no segmento de bolsas femininas.

Os materiais biosustentáveis não são melhores apenas porque preservam o ambiente, eles são superiores em praticamente tudo aos similares naturais, tendo melhor capacidade de aeração, melhorando a respiração do material, aumentando sua vida útil sem desgaste, também possuindo ação bactericida, tem mais durabilidade, não mofa, enfim, em breve espaço de tempo, não haverá motivos suficientes para deixar de usar um produto com este novo perfil de sustentabilidade.

MODA 4.0... AS GRANDES MARCAS JÁ COMEÇAM A ABANDONAR AS OPÇÕES QUE NÃO SÃO SUSTENTÁVEIS

Bolsas femininas fazem parte do espectro que algumas das grandes redes de varejo internacional está suprimindo de seus canais de venda, caso estes produtos não sejam fabricados a partir de tecnologias e soluções sustentáveis.

O Grupo Armani já anunciou sua retirada completa da produção, aquelas peças que continuem envolvendo materiais de origem animal.

Chegamos ao mundo da MODA 4.0, como tem sido conhecida esta revolução de conectividade ambiental, que valoriza os conceitos e designes provenientes de atuação bioética, não envolvendo os materiais tradicionais sem origem renovável.

O couro, uma das vedetes do universo das bolsas femininas é o que mais vem recebendo alternativas, principalmente a partir da utilização de biotecnologia, como acompanhamos anteriormente, mas também com o uso de fibras vegetais na criação de texturas semelhantes, algumas muito mais resistentes e todas oferecendo uma série de possibilidades de composição estética.

O couro já é substituído por materiais oriundos de fibras de abacaxi, de cascas de árvores e de resíduos da produção vinícola, com muita qualidade, uma estética invejável e um campo fértil para o desenvolvimento da criatividade.

O Brasil tem avançado com destaque neste cenário, atuando em diversas frentes de biodesenvolvimento, onde uma das vedetes tem sido o TECIDO DA FLORESTA, que nasce a partir de misturas entre o algodão, o látex e alguns outros elementos naturais, com ZERO de química, o novo material é altamente maleável, totalmente biodegradável e com diversas possibilidades estéticas para abastecer o processo criativo dos designers modernos.

A novidade vem do coração da Amazônia e vem sendo conduzida pela estilista Flávia Aranha, que embora ainda possua uma produção restrita, devido ao tempo de processos necessários na produção, muitas peças de moda já estão disponíveis através de comércio eletrônico.

Couro a partir do Vinho:

Só poderia ter nascido na Itália a ideia de utilizar os resultantes da produção do vinho para desenvolver um material muito similar ao couro, só que bem mais maleável, equilibrado e completamente sustentável.

É de Milão o designer Gianpiero Tessitore, que inventou e desenvolveu o Wineleather®, um projeto que vem evoluindo há 3 anos e que há aproximadamente um ano e meio iniciou seu processo comercial.

De roupas à decoração o novo produto vem fazendo sucesso, mas sua maior utilização está no segmento dos acessórios e as bolsas femininas de Wineleather® têm sido um verdadeiro sucesso, não apenas pela beleza, estilo, qualidade, mas principalmente por se tratar de uma bem-sucedida iniciativa sustentável, verdadeiro símbolo desta nova MODA 4.0.

BOLSAS FEMININAS. O SINTÉTICO NO CAMINHO INTERMEDIÁRIO DA EVOLUÇÃO DOS MATERIAIS:

Bolsas femininas também encontram um meio termo em todo este processo evolutivo, já que a utilização de materiais sintéticos também vem crescendo na fabricação de bolsas femininas no mundo todo.

Estes sintéticos são conhecidos como uma solução intermediária, pois apesar de suprimirem o uso de materiais de origem animal completamente, substituindo o couro por poliuretano, a origem deste componente sintético não vem de produtos renováveis, pois envolve a indústria química.

A boa notícia, é que este tipo de utilização sempre será necessário, não apenas na substituição direta dos materiais biológicos pelos sustentáveis, mas para o aproveitamento residual da indústria, como a reciclagem, por exemplo.

O próprio plástico, é um dos maiores problemas ambientais do planeta nos dias atuais e o será por bom tempo ainda no futuro, e o bem que a indústria dos sintéticos proporciona ao ambiente, é uma gigantesca capacidade de reciclagem infinita destes componentes sintéticos.

Ter plástico, produzir plástico, por pior que possa parecer, ainda é infinitamente melhor do que não reciclar e reaproveitar o plástico produzido, o que significa a produção de novas quantidades de plástico, o que inundaria o planeta com plástico e seus similares sintéticos.

O reaproveitamento também vem sendo tão valorizado eticamente quanto a utilização direta dos chamados materiais puros.

A indústria dos acessórios de P.U. vem ganhando em muito com isto, pois enquanto o mercado discute se uma roupa de P.U. esquenta muito, a fabricação de bolsas femininas deslancha e cada vez mais mulheres usufruem do orgulho de utilizar uma peça ecologicamente correta por aí.

O P.U. (Poliuretano) é um material de composição universal, pois se você olhar uma garrafa pet, estará vendo poliuretano, a mesma coisa acontece com sacolas plásticas, pequenas garrafas de água mineral, copos descartáveis, canudinhos de bebidas e praticamente tudo aquilo que você convenciona chamar de plástico.

O bom desta história toda é que estes produtos, normalmente descartáveis, mas que demoram séculos para se decompor, afetando diretamente o ambiente, podem ser reaproveitados, na confecção de novas soluções, como novos tecidos e o próprio conceito de couro sintético, que evoluiu tanto quanto qualquer outro elemento que utilize a tecnologia.

O plástico reciclável vem ganhando valor, no rastro do alumínio, e o Brasil já recicla quase 100% de alumínio e muito próximo de 50% de plástico, o que alimenta boa parte da indústria destes novos materiais.

A indústria automobilística já percebeu que é feio usar o slogan de que a forração de suas unidades é produzida com couro legítimo e algumas das principais marcas do planeta estão adotando as soluções sustentáveis como diferencial.

De que adianta produzir um carro movido a energia renovável, com o apelo comercial de estar em sintonia com o meio ambiente e utilizar forração de couro natural em seu interior?

A mesma coisa é uma mulher se dizer e se sentir integrada à causa ambiental, se julgar de vanguarda e conectada com as questões sustentáveis e desfilar pelo mundo ostentando sua bolsa de couro natural.

A MODA 4.0 surge como uma solução de sustentabilidade, mas um dos principais resultados de sua utilização não é apenas salvar o ambiente, mas acabar com boa parte da hipocrisia humana.

BOLSAS FEMININAS AVANÇAM NA FRENTE DA MAIORIA DOS OUTROS PRODUTOS

Bolsas femininas compõem um mercado amplo e jamais irá encolher, ao menos enquanto continuarem nascendo mulheres e isto deve acontecer por um longo tempo ainda.

É lógico que homens também usam bolsas, mochilas, sacolas, pastas, carteiras, tudo adaptado ao seu estilo, mas também sabemos que nossa abordagem aqui está relacionada às mulheres, ao feminino, além do quê, é difícil imaginar um homem com 6 bolsas, ao contrário da mulher, que é possível imaginar com 6 cabides de bolsas.

Bolsas femininas, portanto, estão distantes da discussão do impacto do P.U. na roupa, já que ela é um acessório e a indústria, enquanto tenta competir com o couro natural na fabricação de uma calça feminina, por exemplo, vai ganhando espaço na produção das bolsas femininas, na forração de automóveis, móveis e utensílios da casa, decoração e tantas outras aplicações.

Não dá para afirmar que a indústria sempre foi boazinha e está preocupada com o mundo lá fora, quando sabemos que a origem de tudo é o capital, pois somos capitalistas e a perspectiva do lucro costuma suplantar outros princípios, como não abater filhotinhos indefesos a pauladas para extrair sua pele e vestir as madames em seus ambientes requintados, em detrimento de meio ambientes destruídos.

Já falamos aqui que a hipocrisia era um dos elementos que estão sendo erradicados com o surgimento da MODA 4.0.

A verdade é que a indústria (que de boazinha tem muito pouco), enxerga uma oportunidade poderosa de marketing, ao se associar ao apelo de proteção ambiental que vem ganhando corpo no mundo todo, independente de ideologia política ou compreensão do universo.

Todos sabem que precisamos cuidar do planeta, inclusive os que não cuidam.

De mais a mais, foi a própria indústria, que hoje se apresenta como boazinha, que inventou e produziu todo este plástico que você vê boiando nos rios, entupindo bueiros e envolvendo tartarugas marinhas pelo mundo a fora.

Claro que onde você ouviu a expressão INDÚSTRIA, você pode substituir por HUMANOS, pois eles são os agentes de tudo o que acontece no planeta que não obedece ao ciclo natural, como a poluição, por exemplo.

Mas humanos também são agentes de transformações positivas e parte deles este impulso à MODA 4.0, pois se entendeu que, se eu não usar um casaco de pele, a indústria não terá mais para quem vender e, avançando mais ainda, se uma humana decidir que não utilizará mais produtos, como bolsas femininas, feitos de couro natural, aquilo que for considerado uma má notícia para a indústria do couro natural, será uma excelente oportunidade para a indústria de produtos sintéticos e alternativos, principalmente se este novo produto, além de embelezar, trouxer uma utilização ideal, for mais barato e ainda retirar resíduos não renováveis do meio ambiente para a sua produção.

Bolsas femininas são exatamente isto, o resultado de uma percepção ecologicamente correta, sem ser chata e exagerada, mas inteligente, onde as bolsas femininas passam a ser peça de ostentação não de dinheiro, poder ou empáfia, mas de inteligência, integração com o mundo, com o meio ambiente, responsabilidade ambiental e social, algo que, em termos de marketing, não tem comparação.

Bolsas femininas não param de crescer como peças de demonstração desta sintonia ambiental e de integração da mulher com a natureza e ao ver uma mulher portando um acessório, uma bolsa que claramente foi produzida com as novas alternativas sustentáveis, não será ela que precisará ostentar, pois você mesmo vai passar a admirá-la e olhar sua postura com outros olhos afáveis, porque você, mesmo sem conhece-la diretamente, saberá que ali está uma pessoa inteligente, correta, engajada na sociedade, sintonizada com a frequência ambiental e, sobretudo, feliz.

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